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Brainstorming 2.0

Um blog que é basicamente um consultório de um psicólogo onde se fala de tudo sem restrições ou medos.

Brainstorming 2.0

Um blog que é basicamente um consultório de um psicólogo onde se fala de tudo sem restrições ou medos.

Esperar o melhor e preparar-se para o pior

   A minha aventura como auxiliar num lar de idosos terminou, pelo menos por agora. Depois de ter falado com a directora técnica e ter sido sincera com o facto de não ter a robustez física necessária para o trabalho, surgiu outra oportunidade, aparentemente, melhor. Então entreguei a carta de despedimento e começo um novo emprego na próxima semana. Ofereci-me para continuar a trabalhar até ao final do mês no lar mas como não ficaram muito contentes com o facto de me ir embora e não queriam continuar a pagar-me e queriam arranjar logo outra pessoa para me substituir, rejeitaram a minha oferta. 

   Não gosto de sair dos empregos e deixar inimigos mas a verdade é que depois de pedir à directora técnica para ela falar com a direcção do lar e rescindirem contrato comigo no período experimental, para depois eu continuar a ter acesso ao fundo de desemprego, ela evitou falar comigo e percebi que provavelmente não me iam facilitar a vida. Quando surgiu outra oportunidade, decidi aceitá-la porque sabia eu lá quanto mais tempo ia aguentar a trabalhar lá sem ficar com lesões musculares ou sem deixar cair um utente por me faltarem as forças.

   Nunca fui desonesta. Quando me perguntaram se eu achava que ia aguentar fazer o turno da noite disse que não sabia, que tinha trabalhado com horários rotativos mas só entre as 8h da manhã e a meia-noite, não podia adivinhar que não consigo dormir durante o dia e que quando fazia noites às vezes dormia só 5 horas e nem sequer eram seguidas. Ou quando me perguntaram se eu me achava capaz de fazer o trabalho, disse que não tinha problemas em fazer a higiene dos idosos ou lavar louça ou fazer limpezas, mas nunca me foi dito que teria de levantar utentes com mais de 1,80m e mais do dobro do meu peso completamente sozinha.

   Não sou pessoa de desistir, não sou mesmo. Mas até eu tive de reconhecer que aquele trabalho seria apenas uma coisa temporária para mim, pelo menos naquelas condições. Porque caso contrário, ia acabar por prejudicar a minha saúde. No entanto, as pessoas que lá trabalham deviam ser mais valorizadas pela sociedade, são pessoas que fazem um trabalho extremamente pesado, tanto a nível emocional como físico e têm condições mínimas. Há que mudar mentalidades.

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