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Brainstorming 2.0

Um blog que é basicamente um consultório de um psicólogo onde se fala de tudo sem restrições ou medos.

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Atraio recrutadores estranhos

   Ou então isto é mesmo a norma e eu é que estava alheia à realidade.

   Há uns dias um recrutador liga-me, após me candidatar a uma oferta de emprego para vendedor de loja, e questiona se me pode fazer umas perguntas, ao qual eu respondo "claro que sim". A partir daí a coisa descambou:

  • Perguntou se eu morava mesmo na cidade onde se situava a loja. Respondi que não, moro a 30 minutos de lá mas estou à procura de apartamento lá na zona (porque é onde o meu homem trabalha) e tenho carta de condução e viatura própria e já estou habituada a fazer um caminho entre 20 a 30 minutos para o emprego. Então disse que era uma pena, porque se eu morasse mesmo lá me convidava para ir a uma entrevista presencial às 11 horas da manhã. O senão? Eram 10 horas! Juro que não compreendo esta ideia dos recrutadores ligarem aos candidatos a pedir para se apresentarem em entrevistas uma ou duas horas depois.
  • Perguntou a minha idade. Tudo bem mas no meu currículo tem a minha data de nascimento. Não sejam preguiçosos e façam as contas.
  • Perguntou se era casada. Não, não sou mas caso fosse, afectava de algum modo a minha competência para trabalhar?
  • Perguntou se tinha filhos. Novamente a minha dúvida é se um pai/mãe não consegue realizar as tarefas por alguma razão que desconheço.
  • Perguntou se era fumadora. Epá, agradeço imenso a preocupação com a minha saúde mas é um bocadinho estranho fazer perguntas tão invasivas cinco minutos depois de estarmos a falar pela primeira vez!
  • Perguntou se tinha disponibilidade para ter formação durante um mês num local que fica a 1 hora de viagem do local onde se situa a loja. Bem, ter até tenho, porque estou desempregada. Agora a minha questão é porque é que estas informações não são incluídas na publicação da oferta de emprego. É que eu podia não ter disponibilidade e então estava só a perder o meu tempo e a fazer o recrutador perder o tempo dele ao candidatar-me.
  • Depois de toda esta situação estranha, que durou nem dez minutos, disse que me voltava a ligar para informar se tinha sido seleccionada para ir a uma entrevista na semana seguinte. Já devem imaginar o que se passou a seguir: não me disse mais nada até hoje. Acho que o fenómeno do ghosting chegou à área de recrutamento e selecção. Imagino que os recrutadores tenham bastante trabalho mas não lhes ficava mal terem mais respeito pelos candidatos e dar-lhes feedback. Se bem que o silêncio também é uma forma de resposta e já percebi que esta foi mais uma candidatura que não deu em nada.